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  • Bacharel em Direito

Gabriel Duarte

Caxias do Sul (RS)

Comentários

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Gabriel Duarte
Comentário · há 8 anos
Não há a mínima necessidade de se ater aos números e menções feitas a estudos que tentam, de toda a maneira, equiparar a violência vivida pelo homem com aquela vivida pela mulher. O interessante dos números é isto: da para espreme-los até que digam o que queremos que eles digam.
Só me atenho a um fato: o erro da análise no que diz respeito ao local de morte das vítimas.
A Autora afirma, diversas vezes, que homens são mais vítimas de violência doméstica (exemplo: Surpreso com o resultado DE MAIS DE 1.300 HOMENS MORTOS POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, A MAIS QUE AS MULHERES?)

Essa premissa é totalmente equivocada !

Ela parte da "conclusão" de que todo crime ocorrido na residência da vítima tem como origem uma violência doméstica. Ou, resumindo, todo o homem morte na sua residência ocorreu devido a violência propagada por sua mulher, companheira ou em âmbito equiparado a violência doméstica.

O local onde as vítimas foram mortas não induz a afirmação de que todo o homem morto em sua residência sofreu violência doméstica por parte da mulher. (e vice-versa).

Ora, o homem (e a mulher) podem ser vítimas de homicídio dentro da sua casa mas em decorrência de fatos totalmente alheios a este ambiente! Um traficante, por exemplo, pode procurar um dependente químico, que lhe deve dinheiro, na sua residência e neste momento cometer o homicídio.

Ao passo que, é de conhecimento popular, que a mulher vítima de violência doméstica é mota SIM em sua residência. Negar isto é fechar os olhos para a realidade e, como disse, expressar o que se quer depois de fazer um "espremer" os números.

Me espanta MUITO ler os comentários e ver gente falando de maneira pejorativa a Lei Maria da Penha, ao feminicídio e, chegar ao cúmulo, da Autora do artigo se intitular "pesquisadora em Direitos do Homem".

De novo, números são legais porque podemos espreme-los até que corroborem o que queremos que seja afirmado.
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Recomendações

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Felipe Depra, Advogado
Felipe Depra
Comentário · há 8 anos
O texto é interessante, mas possui algum lapsos ideológicos assustadores. A ideia de envolver Marx é muito bizarra, colocando a autora junto da massa ignorante que nunca parou para ler os livros do Autor que ela diz influenciar uma grande e organizada massa de pessoas. Eu concordo com o posicionamento colocado de que a mera criação do subtipo penal "feminicídio" não irá resolver o problema endêmico da violência contra a mulher, mas sendo parte de um projeto longo de conscientização e educação, acredito que seja uma medida válida para inibir crimes premeditados, baseados na crença da impunidade, fato este que os dados trazidos pela autora parecem comprovar a eficácia.

A análise dos dados e das fontes apresentadas é confuso, pois a autora cola recortes de diferentes anos desde 2010 a 2016 de diferentes aspectos estatísticos, o que torna difícil de dar credibilidade aos dados apresentados e a própria analise feita. Nota especial para o fato informado de que relacionamentos homoafetivos são mais violentos que heterafetivos, ADORARIA SABER DAONDE A AUTORA TIROU ESSA INFORMAÇÃO.

Parabenizo a autora pela critica, pois é válida e necessária, mas questiono a profundidade e a qualidade da pesquisa. Especialmente por ela não levar em conta a cifra oculta (crimes não reportados e/ou erroneamente reportados), que no caso de violência domestica pode chegar a ser até 7 vezes o registro oficial, em situações especificas como cidades pequenas, religiosas e quando existe elementos políticos.

O maior erro no argumento da autora, na minha humilde opinião, é entender que igualdade é melhor que isonomia. Isonomia é a função real do direito, permitir que os diferentes recebam igual tratamento.
Afirmar que o homem e a mulher são iguais, especialmente no Brasil, é puro posicionamento ideológico que não sustenta diante da realidade. Seja no salário, oportunidade ou qualquer outra questão inclusive violência.

Enfim, ótima opinião, mas é apenas isso o valor deste texto. Muito achismo e muitos fatos fabricados na base do argumento, que se questionados tornam as conclusões irreais.
Irei ler o livro da Autora, pois não creio que uma escritora de 3 livros editados e publicados, possa escrever algo tão furado, e que uma editora séria publique material tão leviano.
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